Uma igreja no Baixo-Augusta?

O Jornalista do site Central da Augusta deu uma nota sobre a minha igreja. Deem uma lida e terminem de ler no central. Clique aqui

Estava andando pela Augusta em um domingo recente quando me deparei com a imagem acima, na frente do Hotel Panamericano. Achei o design interessante e, absolutamente desocupado, entrei para ver do que se tratava.

Fui recebido pelo Guilherme Menga, cara gente fina que me explicou do que se tratava: era um culto. Ele me convidou a assistir. Putz, a última vez que estive em alguma coisa religiosa fora em 2002, para ver o Bozo. É, então, um dos Bozo virou pastor e inspira as pessoas com seu depoimento de como saiu da cocaína (eu estava lá para gritar cinco e sessenta). Mas eu disse ao Menga que apareceria, exatamente às cinco e sessenta…

Descobriria mais tarde que se trata da Vineyard, uma associação de igrejas surgida dos estudos bíblicos do Movimento de Jesus, uns hippies americanos dos anos 1970 que se converteram ao cristianismo. John Wimber é considerado o fundador da organização em 1982, da qual até Bob Dylan (o meu equivalente a ídolo religioso, creio) participou na sua fase gospel. No Brasil, eles foram os responsáveis pelo stand Sexxxchurch do Erótika Fair, que levava uma mensagem do estilo “Jesus também ama os atores pornôs”.

Entrei no espaço de convenções no horário combinado ao som de um “With or Without You” remixado, com gente de cabelo moicano fazendo testes de som com um violão, uma bateria e Macs. Aos poucos, pessoas com cabelo colorido ou cabelo demais e uma galera de alargador e tatuagem começaram a chegar com velhinhos e crianças, se acomodando nas cadeiras ou nas almofadas roxas e pretas espalhadas pelo chão.

E aí começou… o show. Gilmar ao violão e Zé na bateria começaram a tocar músicas cujas letras apareciam em um telão, todas do selo Vineyard Music, e todas de louvor (“Grande Deus”, “Rei Eterno”, “Quão Lindo És”, “Mais que um Amigo” e “Fome”). Echarpes de estilo palestina balançavam e braços cobertos por mangas quadriculadas subiam em direção aos lustres de argolas transparentes do hotel. Zion, de dois anos, saltitava pelo salão com liberdade invejável. Entre uma música e outra, manifestações espontâneas de louvor soavam.

Depois, aconteceu o “período sussa”, anunciado por Jota (pai do Zion) com um “Querido Deus, você é o cara que manda aqui”. Nessa parte, basicamente, as pessoas conversam e se cumprimentam. E a seguir, teve a pregação, que foi realizada pelo João, um pastor carioca visitante, ao invés do Júnior, o pastor do culto da Augusta. Caixas de feira empilhadas com um coração pintado serviam de balcão para João, que falou de aceitação de si e dos outros a partir de uma passagem de Coríntios. Super adequado, creio, para mais uma tribo da Augusta.

Para ler a entrevista por e-mail que fiz com o Guilherme Menga, representando a Vineyard Capital, e mais informações sobre o culto, continue lendo este post.

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2 Comments

  1. Posted May 14, 2009 at 12:04 pm | Permalink

    Muito boa a “análise” feita pelo cara hehehe… simples e realista.

  2. Posted May 14, 2009 at 1:52 pm | Permalink

    Quando estiver em Sampa, quero mt ir aí! mt mesmo! quando vão abrir uma aqui em BSB?

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